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cartõesDepois de permanecer estável por dois anos, o número de pessoas que tem um cartão está aumentando no Brasil, graças à expansão do setor para a população de baixa renda. Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 71% das pessoas acima de 18 anos em 11 capitais já possuem um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito, débito e os plásticos emitidos por loja. No levantamento feito em 2009, esse porcentual era de 67% e no ano anterior, de 68%. “O aumento foi puxado pela expansão dos cartões nas classes C, D e E”, disse o diretor do Datafolha, Paulo Luis Gomes Alves.

Mesmo com o crescimento do setor de cartões nas classes C, D e E, esses segmentos são ainda os que têm maior potencial de expansão, afirma o diretor do Datafolha. A pesquisa mostra que nas classes A e B, 83% das pessoas têm um cartão. Já nas classes D e E, esse porcentual cai para 41%. Outro indicador é o nível de escolaridade. Das pessoas que possuem curso superior, 91% têm um cartão. Entre quem tem só o ensino fundamental o total cai para 55%.

Quem está nas classes de mais alta renda costuma usar mais o cartão no dia a dia. Nas classes A e B, 63% afirmam preferir usar os meios eletrônicos de pagamento quando fazem compras. Já nas classes D e E, o total cai para 28%. “Ainda há forte preferência pelo uso do dinheiro nas classes menos favorecidas”, diz o diretor do Datafolha.

No geral, as pessoas preferem usar o cartão de crédito para pagar roupas e calçados (63% responderam que usam o plástico), passagens aéreas e de ônibus (53%) e hotéis e pousadas (56%). Já o dinheiro é usado preferencialmente para pagar a compra de jornais e revistas (por 89%dos entrevistados), mensalidades escolares (87%) e serviços médicos (75%). Segundo Gomes, em muitos casos, esses estabelecimentos ainda não entraram no mundo dos cartões. Só mais recentemente é que algumas escolas, faculdades, clínicas e consultório de dentistas e médicos passaram a ser credenciados para aceitarem pagamentos com os plásticos.

A pesquisa do Datafolha foi feita com 1.916 pessoas acima de 18 anos, em 11 capitais nas cinco regiões do Brasil entre os dias 12 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Os resultados foram apresentados hoje no 5º CMEP- Congresso Brasileiro de Meios de Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (~).

Fonte: O Estado de São Paulo

15 dicas para não errar no ponto de venda

1 – Sucesso x Fracasso

Uma boa localização pode representar uma grande variação no volume de negócios e ser determinante entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.

2 – A importância do “P” de ponto

A questão da localização não pode ser dissociada dos outros componentes do marketing. Considerando os 4 PS, deve-se buscar a coerência entre o PONTO (localização), o PREÇO, o PRODUTO e a PROMOÇÃO. O P de Ponto tem caráter de vida longa, enquanto os outros “Pês” podem sofrer ajustes e serem reorientados de forma tática mais facilmente.

3 – Ponto ideal

O ponto ideal é o que fica mais próximo do seu público-alvo e que mais se ajusta à proposta do negócio. Uma loja que não atenda a essas características requer investimento de muito tempo e dinheiro para garantir a sua presença no mercado.

4 – No caminho do cliente

“O bom ponto é aquele que fica no caminho do cliente”. É preciso analisar o traçado das ruas e avaliar se o trânsito é compatível com a atividade. Grandes avenidas com retornos e estacionamentos proibidos afastam o comprador. De modo geral, vias movimentadas adaptam-se a compras por impulso e as mais calmas à venda de produtos especializados.

5 – Facilidade de acesso

O sucesso também depende da facilidade de acesso. “Uma padaria, por exemplo, deve instalar-se no sentido centro-bairro, para que as pessoas possam estacionar na volta para casa”.

6 – Aspectos legais

No caso de imóveis usados é bom avaliar se a área permite a montagem de uma loja e se a reforma é viável do ponto de vista arquitetônico e financeiro. Procure informar-se detalhadamente sobre as limitações para a construção.

7 – Lojas em shopping

Lojas em shopping centers pedem uma análise do perfil do público, do mix de empresas e das exigências impostas pela administração. “Uma ótima idéia em local inadequado não vinga”.

8 – População – Considere os seguintes itens:

- Verificação da renda da população
- Consumidores em potencial
- nível de hábitos e comportamento de compra
- locais onde realizam suas compras
- grau de fidelidade com estes locais
- freqüência
- motivos que os levam até os locais
- quais pontos fortes e fracos destes locais.

9 – Concorrência – Agumas explicaões necessárias:

- A concorrência, neste momento, deve ser avaliada em razão das suas estratégias de localização, isto é, deve ser entendido para onde tem sido geograficamente, a expansão, ou mesmo fechamento, das lojas dos seus principais concorrentes.

- Cabe destacar também que aquilo que às vezes parece “ser” mas não é de fato. A proximidade de lojas com produtos semelhantes – concorrentes diretos – é benéfica para vários segmentos do varejo.

Exemplo em São Paulo:

- Rua da Consolação com comércio de luminárias
- Rua Florêncio de Abreu com ferragens e ferramentas
- Rua Santa Ifigênia com Material eletrônico
- Rua 25 de março Comércio de tecidos
- Rua São Caetano com Vestidos de noivas
- Bairro dos Campos Elíseos com Comércio de auto peças.

10 – O Imóvel – Considere:

- Indique a área ideal para sua loja em m2. ……………..
- O imóvel tem ………………… m2.
- Térreo é melhor que sobrado ou prédio
- Fachada livre para ser explorado visualmente – sem postes, árvores, etc.
- Salão fácil de ser dividido para encaixe da planta de sua loja
- Imóvel limpo, arejado, com pintura nova
- Bem iluminado internamente
- Não deve ser área considerada perigosa no período noturno
- Com bom fluxo de pessoas em frente a loja

11 – Projeto da loja

“O objetivo do projeto deve ser vender, não ganhar prêmios”.

Projetar uma loja implica na seleção de várias informações:

- área total,
- volume de mercadorias,
- apresentação,
- público-alvo,
- tipo de expositores,
- iluminação,
- espaços para circulação,
- acesso e
- vitrine.

12 – Pensar como investimento

Pense no projeto como um investimento e não apenas como mais uma despesa para embelezar o local. Escolha o projetista por sua experiência e não apenas por seus valores estéticos.

13 – Ser funcional

Um projeto deve ser funcional e atraente para provocar impacto da fachada ao interior do espaço. Funcionalidade se obtém com uma boa distribuição da área, respeitando-se a circulação do cliente e a exposição dos produtos. Já o impacto visual é garantido pela decoração e coordenação dos elementos.

14 – Qualidade é fundamental

O critério na escolha dos materiais e da mão-de-obra refletirá na percepção de qualidade dos produtos vendidos. “Um bom design pode substituir detalhes rebuscados, mas mesmo as soluções mais simples precisam ser muito bem acabadas”, avisa o arquiteto José Humberto de Oliveira.

15 – Identificação com o público-alvo

O objetivo deve ser o de criar ambientes que estabeleçam uma identidade com seu público-alvo. “Ninguém escolhe uma loja por acaso. O consumidor vai a busca de um conceito e é isso que o projeto deve refletir.

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Autor: José Carmo Vieira de Oliveira
Consultor – Sebrae-SP