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A importância da padronização das atividades e do treinamento constante como forma de garantia da qualidade no atendimento de serviços.

Por Prof. Eduardo Antônio Böckel

Inúmeros podem ser os fatores que levam à insatisfação dos clientes. Entre eles, o preço ou as próprias especificações do produto. Nos casos em que os produtos são tangíveis, como um calçado, por exemplo, há como a indústria não liberar o produto para o mercado sem que este tenha sido inspecionado a fim de verificar se está de acordo com as suas especificações. No entanto, quando se trata de uma organização cujo produto não é um bem tangível e sim, intangível, como, por exemplo, empresas que fornecem serviços, a preocupação maior deve estar voltada para a execução dos seus processos de forma a garantir a qualidade exigida pelo cliente. E, para discutir este assunto, parto do pressuposto de que a qualidade que o cliente quer é que, no mínimo, todo o serviço esteja de acordo com o que ele espera, haja vista que qualidade gera várias interpretações e diferentes formas de expressá-la.

Não há como inspecionar um serviço antes de entregá-lo ao cliente. Neste caso, a inspeção será realizada por ele mesmo, na sua satisfação com o atendimento das suas necessidades e expectativas. O simples exemplo de “prestar atendimento em uma loja de confecções” deve estar sob condições padronizadas para que o cliente seja bem atendido.
Assim, a influência dos fatores elencados por Ishikawa em seu famoso Diagrama de Causa e Efeito ou, como também é conhecida, a “espinha de peixe”, é predominante para a garantia da qualidade ofertada ao cliente. São seis os principais fatores de influência: método, medida, meio ambiente, mão de obra, máquina, matéria prima. Vou me ater neste artigo somente ao método e mão de obra.
Quando tratamos de método, estamos falando em “jeito de fazer as coisas”. Este jeito de fazer tem total influência na qualidade percebida pelo cliente quando se trata de uma empresa do segmento de serviços, sejam eles quais forem. Por exemplo, você já foi por mais de uma vez em uma mesma loja e foi atendido por diferentes pessoas? Você recebeu um atendimento padronizado, ou seja, que não fosse pessoal e representasse o posicionamento da empresa?
Pois, é necessário começar pela definição clara e compreensível de padrões de trabalho. Muitas pessoas são adversas aos padrões de trabalho – dizem inibir a capacidade de o funcionário criar -, no entanto, eles têm a função de delinear o trabalho da equipe, até mesmo do próprio processo criativo, o qual deve ter um método de funcionamento para que não haja idéias com diferentes focos. Se não houver métodos definidos e implementados (sendo executados), fica cada um “fazendo do seu jeito” e nem sempre a variação nos “jeitos de fazer” irão agradar o cliente ou ainda, representar o que a direção pretende nas suas intenções.
Ora, você deve estar pensado: mas, e se a equipe está coesa no seu trabalho e
todos atendem do mesmo jeito, mesmo que informal? Tudo bem. Mas, se houver rotatividade, ou seja, troca de funcionário? Será que toda equipe ainda atenderá de forma coesa num curto prazo de tempo?
Padronizar as atividades operacionais significa reter conhecimento para a empresa – não para o gerente. E é a garantia de que, quando um funcionário sair da empresa, este não “leve consigo” o conhecimento adquirido em sua experiência deixando a empresa “a ver navios”. Tendo os processos padronizados, o conhecimento adquirido permanecerá na empresa, mesmo com a saída do colaborador e melhor, estará disponível aos novos integrantes do quadro funcional, de forma que estes possam “tocar o trabalho” do “mesmo jeito” que o outro funcionário o fazia. Claro que, salvos as particularidades pessoas, como, por exemplo, simpatia.

Após o estabelecimento destes padrões, todos os funcionários devem ser treinados para que os compreendam e apliquem-nos no seu dia a dia. Este treinamento deve ser sistematizado e contínuo: primeiro, após definir as metodologias de trabalho, para que todos alinhem suas atitudes com estes – mesmo para funcionários com mais tempo de empresa! Depois, para novos funcionários – estes sempre devem receber treinamento antes de iniciar as atividades. E ainda, os treinamentos devem ser aplicados por quantas vezes for necessário, até que a equipe esteja “alinhada” ou quando perceber um desnível no padrão de trabalho ou atendimento.

Não existe alinhamento de pessoas em uma empresa sem padrões estabelecidos e sem treinamento nestes padrões. Não existe qualidade sem o estabelecimento de padrões mínimos que levem os clientes perceberem-na. Se, em uma indústria se faz necessário um programa de manutenção preventiva, numa empresa de serviços se faz necessário um programa continuado e preventivo de treinamentos para os colaboradores.

Fonte: Portal Administradores

No marketing temos a oportunidade de tocar vários universos. A área da pesquisa, o relacionamento humano, a gestão, a criatividade e mesmo a vertente jornalística fazem parte do dia-a-dia do marketing.

Nos dias atuais o binômio Qualidade / Sucesso nem sempre é perfeito, mas o empresário que acreditar, sobretudo na busca incessante por conhecimento, na excelência, na formação constante, no trabalho em equipe, na inovação, na criatividade e no relacionamento humano conseguirá entender e usar as várias formas de se comunicar com os consumidores.

Percebo que a forma de se comunicar com os consumidores está mudando tão rapidamente que está indo muito além dos formatos da mídia clássica. Portanto é fundamental às marcas buscar formatos inovadores, impactantes e eficazes no contato e fidelização dos consumidores.

Acredito que a versatilidade é a palavra chave que vai permitir desenvolver estratégias criativas para se comunicar com este consumidor que muda rapidamente os seus hábitos.

É difícil fazer futurologia, mas eu diria que existem áreas chave para a evolução do marketing. Uma das áreas chave é a utilização das novas tecnologias – (web, celular, uso dos canais de tv digital) – e o suporte fundamental que as mesmas poderão dar ao Marketing no relacionamento com os consumidores.

Outra área chave é a ligação entre as áreas de pesquisa e desenvolvimento de produtos com marketing e vendas, onde ambas têm de apontar na mesma direção e contribuir para o crescimento, apostando em inovação, desde que relevante para o público-alvo, sem perder o contato com a realidade e antecipando tendências que se mostrem importantes para empresa.

Para que isso ocorra é fundamental estar atento, perceber a sociedade, antecipar mudanças e preparar, através da inovação constante, novos formatos de comunicação e novas áreas de negócio.

Embora não acreditando em “receitas para o sucesso”. Acredito, sobretudo no conhecimento e na sua constante busca, na formação, no trabalho em equipe, na dedicação, na inovação, na criatividade e na versatilidade de encontrar novas formas de se comunicar com o mercado, mantendo sempre o bom relacionamento humano.

É aí que está a diferença!!

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José Carmo Vieira de Oliveira
Consultor – Sebrae-SP

15 dicas para não errar no ponto de venda

1 – Sucesso x Fracasso

Uma boa localização pode representar uma grande variação no volume de negócios e ser determinante entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.

2 – A importância do “P” de ponto

A questão da localização não pode ser dissociada dos outros componentes do marketing. Considerando os 4 PS, deve-se buscar a coerência entre o PONTO (localização), o PREÇO, o PRODUTO e a PROMOÇÃO. O P de Ponto tem caráter de vida longa, enquanto os outros “Pês” podem sofrer ajustes e serem reorientados de forma tática mais facilmente.

3 – Ponto ideal

O ponto ideal é o que fica mais próximo do seu público-alvo e que mais se ajusta à proposta do negócio. Uma loja que não atenda a essas características requer investimento de muito tempo e dinheiro para garantir a sua presença no mercado.

4 – No caminho do cliente

“O bom ponto é aquele que fica no caminho do cliente”. É preciso analisar o traçado das ruas e avaliar se o trânsito é compatível com a atividade. Grandes avenidas com retornos e estacionamentos proibidos afastam o comprador. De modo geral, vias movimentadas adaptam-se a compras por impulso e as mais calmas à venda de produtos especializados.

5 – Facilidade de acesso

O sucesso também depende da facilidade de acesso. “Uma padaria, por exemplo, deve instalar-se no sentido centro-bairro, para que as pessoas possam estacionar na volta para casa”.

6 – Aspectos legais

No caso de imóveis usados é bom avaliar se a área permite a montagem de uma loja e se a reforma é viável do ponto de vista arquitetônico e financeiro. Procure informar-se detalhadamente sobre as limitações para a construção.

7 – Lojas em shopping

Lojas em shopping centers pedem uma análise do perfil do público, do mix de empresas e das exigências impostas pela administração. “Uma ótima idéia em local inadequado não vinga”.

8 – População – Considere os seguintes itens:

- Verificação da renda da população
- Consumidores em potencial
- nível de hábitos e comportamento de compra
- locais onde realizam suas compras
- grau de fidelidade com estes locais
- freqüência
- motivos que os levam até os locais
- quais pontos fortes e fracos destes locais.

9 – Concorrência – Agumas explicaões necessárias:

- A concorrência, neste momento, deve ser avaliada em razão das suas estratégias de localização, isto é, deve ser entendido para onde tem sido geograficamente, a expansão, ou mesmo fechamento, das lojas dos seus principais concorrentes.

- Cabe destacar também que aquilo que às vezes parece “ser” mas não é de fato. A proximidade de lojas com produtos semelhantes – concorrentes diretos – é benéfica para vários segmentos do varejo.

Exemplo em São Paulo:

- Rua da Consolação com comércio de luminárias
- Rua Florêncio de Abreu com ferragens e ferramentas
- Rua Santa Ifigênia com Material eletrônico
- Rua 25 de março Comércio de tecidos
- Rua São Caetano com Vestidos de noivas
- Bairro dos Campos Elíseos com Comércio de auto peças.

10 – O Imóvel – Considere:

- Indique a área ideal para sua loja em m2. ……………..
- O imóvel tem ………………… m2.
- Térreo é melhor que sobrado ou prédio
- Fachada livre para ser explorado visualmente – sem postes, árvores, etc.
- Salão fácil de ser dividido para encaixe da planta de sua loja
- Imóvel limpo, arejado, com pintura nova
- Bem iluminado internamente
- Não deve ser área considerada perigosa no período noturno
- Com bom fluxo de pessoas em frente a loja

11 – Projeto da loja

“O objetivo do projeto deve ser vender, não ganhar prêmios”.

Projetar uma loja implica na seleção de várias informações:

- área total,
- volume de mercadorias,
- apresentação,
- público-alvo,
- tipo de expositores,
- iluminação,
- espaços para circulação,
- acesso e
- vitrine.

12 – Pensar como investimento

Pense no projeto como um investimento e não apenas como mais uma despesa para embelezar o local. Escolha o projetista por sua experiência e não apenas por seus valores estéticos.

13 – Ser funcional

Um projeto deve ser funcional e atraente para provocar impacto da fachada ao interior do espaço. Funcionalidade se obtém com uma boa distribuição da área, respeitando-se a circulação do cliente e a exposição dos produtos. Já o impacto visual é garantido pela decoração e coordenação dos elementos.

14 – Qualidade é fundamental

O critério na escolha dos materiais e da mão-de-obra refletirá na percepção de qualidade dos produtos vendidos. “Um bom design pode substituir detalhes rebuscados, mas mesmo as soluções mais simples precisam ser muito bem acabadas”, avisa o arquiteto José Humberto de Oliveira.

15 – Identificação com o público-alvo

O objetivo deve ser o de criar ambientes que estabeleçam uma identidade com seu público-alvo. “Ninguém escolhe uma loja por acaso. O consumidor vai a busca de um conceito e é isso que o projeto deve refletir.

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Autor: José Carmo Vieira de Oliveira
Consultor – Sebrae-SP